“Mulheres Inspiradoras”
Fé na vida. É assim que Cláudia Maria do Nascimento Silva vence. Uma mulher de muitas lutas e dores, mas que não deixou nenhuma delas a colocar como vítima. Dona de um coração como poucos, conheça nossa Mulher Inspiradora de hoje
Publicado em 31/03/2021 17:00
Força: qualidade do que é forte; robustez, vigor físico. Esta é a definição do dicionário Aurélio da palavra força. Mas ela também tem outro sinônimo: Cláudia Maria do Nascimento Silva, 46 anos. Casada, mãe de três filhos, avó de dois netos, uma guerreira. Cláudia, faxineira da Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes), tantas vezes na vida precisou ser amparada, da fome na infância à perda do filho, mas é ela quem também acolhe. Sempre com um sorriso no rosto e uma palavra de fé, ela vem vencendo a vida e espalhando amor por onde passa.
Desde muito cedo Cláudia precisou encarar a vida de frente, mas nunca se colocou na posição de vítima. “Eu já passei até fome na minha vida. Meu pai tinha 5 filhos, trabalhava um dia sim e um dia não. Minha mãe tinha que pedir mantimentos na casa dos outros para gente poder comer”, conta. E foi também muito nova que ela encontrou na fé conforto para todas as dificuldades que surgiraim em sua vida. “ Deus opera maravilhas e assim eu encontrei o meu caminho, ali que quero ficar até Deus rebatar, foi ali que eu estava nos momentos mais difíceis e Deus me deu força para erguer minha vida”, afirmou.
Membro da Igreja Pentecostal Deus é Amor (IPDA), Cláudia conta que as perdas que teve não abalaram sua fé. Primeiro faleceu sua mãe, depois,seu pai. Mas a mais difícil delas ainda estava por vir. Em dezembro de 2020, Claudia perdeu seu filho de 21 anos. Depois de uma internação de cerca de 40 dias para tratar de uma diabetes, Israel, que era usuário de drogas, teve alta e em seguida uma recaída, usou drogas e não suportou. “Perder um filho do jeito que eu perdi, se não for Deus você não aguenta. Meu esposo queria pular da ribanceira de tanta tristeza”, contou.
Alento no trabalho
Funcionária da Acispes há sete anos, Cláudia conta que, além da fé em Deus, o trabalho foi uma das âncoras para suportar a dor da perda. “ Eu não sei o que eu faria se não estivesse trabalhando, as pessoas me acolheram de braços abertos”.
A história dela é inspiração para quem a conhece, para os colegas de trabalho, ela é um exemplo. Mesmo nos piores momentos, ela encontra forças ainda para ajudar ao próximo. E se tem uma coisa que ela entende bem é sobre gratidão. “Deus não está deixando me faltar nada e o pouco que a gente tem, a gente procura dividir com alguém, porque é ajudando que nós recebemos a vitória. Se você não ajudar, você não recebe nada. Aqui vem muitas pessoas chorando, tristes e a gente está sempre aqui, levantando a quem precisa, levando uma palavra amiga”, comentou.
Casada, avó de dois netos e mãe de Carolina, a profissional de limpeza sonha com dias melhores. “Meu sonho é estudar, acredito que se a pessoa quer ser alguém na vida, ela tem que estudar. Falei com Deus que queria abrir um restaurante, onde eu serviria almoço de dia e a noite lanches, porção de fritas, não irei perder as esperanças”, finalizou.
por Assessoria de Comunicação