“Mulheres Inspiradoras”
Acispes escolheu quatro funcionárias com histórias de luta e superação para contarem um pouco de suas histórias. Nesta primeira matéria, vamos conhecer a técnica de enfermagem Erika Segregio
Publicado em 19/03/2021 16:28 – Atualizado em 19/03/2021 16:39
Mulheres de força. Inspiradoras e acolhedoras. Assim são as quatro escolhidas no mês da mulher para contarem um pouco de suas histórias: Cláudia, Erika, Gabriela e Pollyana. Mulheres que representam a maioria das mulheres, que carregam em si medos e lutas que só elas sabem, mas que com a leveza e amor vencem cada uma delas. Todas compõem nosso time. E é com muito orgulho que a Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes) é formada em sua maioria por mulheres, são 153 de 173 funcionários. A primeira a dividir conosco partes importantes de sua vida é a Erika.
“Eu enxerguei nos meus olhos o brilho que todos diziam que eu tinha”
Prestes a completar 45 anos, a técnica de enfermagem Erika Segregio de Brito carrega muitas mulheres em uma: Mãe e filha amorosa, profissional dedicada, colega de trabalho querida, mulher admirada. Quem olha o brilho seus olhos verdes, sonhados por seu pai antes mesmo de sua concepção, não imagina o tamanho de todas as batalhas que enfrentou e ainda enfrenta.
Mãe aos 20 anos, em uma época em que ainda era um estigma ter filhos sem estar casada, Erika passou por cima do preconceito e realizou seu maior sonho, ter um um menino. “Engravidei os 19 anos, de um relacionamento de dois anos; Quando soube, vesti a camisa de ser mãe, não me importei com oque iam falar, nunca escondi minha barriga. Acabei de completar 20 anos, Caique nasceu, era ali meu sonho realizado, minha vida”.
Porém, os maiores desafios ainda estavam por vir: Quando seu filho, Caique Segregio Bizotti, fez três meses, o marido de Erica foi embora de casa. Ainda morando com os pais, a técnica de enfermagem conta que se viu sozinha, mesmo rodeada pelo amor dos pais. “Abri mão de muita coisa, mas nunca da responsabilidade de ser mãe. Estudava e trabalhava”, disse.
Em 2002, outro baque, a perda do pai com um câncer agressivo. Desde pequena, Erika foi o xodó do pai. “Mais uma vez, me vi perdida. Mas foi aí que decidi estudar para ser técnica de enfermagem. Queria entender a doença dele e também ajudar outras pessoas e suas famílias. Sempre quis ser médica, a vida me levou para outros caminhos. Sempre digo que não cuidamos de um pé ou um braço, cuidamos de um ser humano, de sua família também que está fragilizada. Eu tenho amor pelo que faço”.
Com morte do pai, veio a depressão de sua mãe, que até hoje trata da doença, problemas de alcoolismo com o irmão e depois com seu então marido. Érika conta que ela por muito tempo se anulou e amor por ela e por ele, mas chegou um momento em que ficou insustentável. “Segui sozinha com meu filho, nós moramos juntos e ele é meu orgulho, minha vida. Aos 24 anos, está na segunda faculdade. É um filho abençoado”,conta orgulhosa, dizendo que divide sua rotina entre trabalho e os cuidados com o Caique e com a sua mãe;
Há dois anos a vida de Erica voltou a mudar, dessa vez, para melhor. Ele foi aprovada em um processo seletivo da Acispes, onde ela faz o que mais ama: cuidar. “ É uma dedicação integral, trabalhar com pessoas humildes, idosas dar carinho, atenção, acolhimento. A Acispes dá o suporte para nós profissionais fazermos isso, desde a portaria até o setor que o paciente precisa. Não tenho explicar o quanto é gratificante ouvir de um paciente que vai orar por você, de dar um acarinho, as vezes em foram de um bombom quando ele retorna”.
Erica traz por fora uma armadura, que a vida lhe impôs que usasse, mas em momento nenhum perde sua leveza. “Não sou de ferro, ainda acredito no amor verdeiro e quero ter alguém que me complete. Tenho fraquezas, mas sou uma mulher forte, não desisto fácil. Sou muito transparente. Aprendi e me colocar como prioridade, perdi 18 kg sem remédio, comecei a me olhar no espelho e enxergar nos meus olhos o brilho que todos diziam que eu tinha. Tenho orgulho da mãe, filha e mulher que me tornei”, finalizou.
por Assessoria de Comunicação