Autocuidado apoiado

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Por: Assessoria de Imprensa
ACISPES THUMB

Autocuidado apoiado

Deputado Antônio Jorge apresenta aos secretários de saúde consorciados inovação que possibilita uma maior adesão de pacientes crônicos ao tratamento de doenças, como hipertensão e diabetes

Publicado em 26/06/2017 11:05 – Atualizado em 25/10/2018 11:10

Pioneira em diversas inovações hoje presentes em todo o Estado, como o Sistema Estadual de Transporte em Saúde (Sets), a Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes) hoje (12/06) deu um primeiro passo no que é considerado o desafio da saúde do século 21: as condições crônicas. “São aquelas que requerem um acompanhamento contínuo, por um período de vários anos, que são muitas vezes incapacitantes e que provocam um importante impacto nas organizações de assistência de saúde, visto que o sistema hoje preconiza o cuidado com as condições agudas”, explicou o deputado Antônio Jorge, com a ampla experiência de médico, gestor municipal, regional e de quem já ocupou o cargo mais alto da saúde pública em Minas, o de secretário estadual de saúde. 
 

Na contramão dessa visão pouco efetiva, que preconiza a agudização das doenças, está a ênfase na condição crônica, que podem não ser hoje as que mais matam, mas são as que mais incapacitam. Daí a importância do autocuidado apoiado, de centralizar o tratamento no paciente e em sua família. “É pensar em estratégias para o paciente se cuidar, tendo a retaguarda de pessoas e profissionais que possam intervir e não deixar que o quadro agudize”, explicou Antônio Jorge. A fala tem como base um Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) que revelou que, com o avanço da idade, cerca de 60% dos brasileiros com mais de 60 anos têm, pelo menos, uma doença crônica, mas a aderência deles ao tratamento não ultrapassa os 20%.
 

Nesse embasamento, os municípios da Acispes foram pensados para abraçarem a ideia da utilização de um aplicativo para smartphones, com um sistema integrado de promoção da saúde e do autocuidado apoiado, que permita o monitoramento da adesão dos pacientes crônicos ao tratamento. “É comprovado que conhecimento nem sempre muda comportamento. No entanto, a proposta é pensar em processos que se agreguem ao cuidado e, assim, possibilitem mudanças cognitivas”, explicou. Dentre as muitas aplicações, a tecnologia permite uma melhor gestão do uso de medicamentos, o monitoramento e retaguarda, com uma central de profissionais de saúde para intervenção em tempo real, evitando internações, e uma gestão de plataforma, que permite uma atuação mais estratégica do município. 
 

Além de uma inovação sob o ponto de vista da mudança da visão das condições agudas para crônicas, o aplicativo segue outra tendência: o aumento do uso de smartphones em todo o país. Os dados da 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), revelaram que, em 2016, o Brasil chegou a 168 milhões de aparelhos do tipo em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015. A expectativa é que, nos próximos dois anos, o país tenha 236 milhões desses equipamentos nas mãos dos consumidores.

por Assessoria de Comunicação

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